A primeira coisa que
veio a mente de Raul antes de entrar no carro foi “Será que eu devo ir?” E antes
que pudesse pensar em outra coisa um grande e pesado objeto metálico caiu em
cima do teto do carro. O barulho não assustou apenas Raul, mas também todas as
pessoas que passavam pela rua naquele momento.
Um homem de terno
azul marinho se aproximou de Raul e lhe perguntou.
“O que aconteceu?” E Raul
respondeu.
“Eu não sei, mas se eu tivesse entrado no carro um segundo antes não
seria apenas o carro que seria esmagado.” O homem de terno azul convidou Raul
para tomar um café na outra rua para ajuda-lo a se acalmar.
“E então já está
mais calmo?”
“Ainda não. É que eu
não consigo acreditar como esse tipo de coisa pode acontecer comigo. Eu estava prestes a viajar para o Lago Lake e
me encontrar com a minha namorada e de repente isso acontece.”
“É esse não é o tipo
de coisa que se vê todo dia. Mas me deixe te ajudar. O meu nome é Antônio R
Costa e eu sou advogado.”
“O cara dos
comerciais?”
“Esse mesmo. Em
carne é osso.” Disse Antônio Sorrindo cinicamente.
“E como você me
ajudaria?”
“Ora como, usando a
lei a nosso favor.”
“E como faríamos isso?”
“O objeto que caiu
do seu carro obviamente caiu de algum dos andares daquele prédio. E eu descobri
qual daqueles moradores fez isso eu posso processa-lo e faze-lo fazer pagar uma
boa indenização.”
“E quanto isso vai
me custar?”
“Nada.”
“Nada?”
“Bom, não nada
exatamente. Apenas trinta por cento da indenização que eu consegui para você.”
“Eu sabia que não
iria sair de graça essa sua ajuda.”
“Ora veja pelo lado
positivo, você ainda vai ficar com setenta por cento... Ou quase isso.”
“Como assim quase
isso?”
“Bem ainda tem os
meus honorários, dinheiro para a papelada, despesas extras e outras coisas
pequenas.”
“E no final de tudo
isso quanto eu vou conseguir?”
“Ah o suficiente.”
Disse sorrindo novamente.
“Suficiente quanto?”
“Digamos que em
torno de vinte e cinco por cento.”
“Só isso? Não muito
obrigado, eu vou ligar para um amigo meu que tem uma oficina e pedir para ele consertar
o carro. Talvez ele ate me dê um desconto.”
E então Raul se
levantou, mas antes que ele começasse a andar Antônio veio com outra oferta.
“Muito bem já vi que
você é durão. Que tal trinta e cinco por cento?”
“Não, como eu já
disse muito obrigado, mas eu não quero processar ninguém. Vai ver foi apenas um
acidente e pessoa que tacou aquela coisa não teve culpa. Então se me der
licença eu tenho que ligar para minha namorada e avisar que não posso me
encontrar com ela.”
“E tudo bem, eu
respeito a sua decisão. Mas é que tem só mais uma coisa.”
“O que é?”
“É que a minha
carteira tá meio vazia no momento, será que você poderia pagar a conta?”
Fim
Nenhum comentário:
Postar um comentário