A Parada

Depois de seis horas perdido em uma longa estrada, Charlie finalmente decidiu parar para pedir informação no pequeno posto de gasolina abandonado no fim da estrada. Um pouco antes de chegar seus pneus começaram a esvaziar.
Por muito pouco Charlie não chega ao posto. Ao estacionar em frente a uma bomba empoeirada de gasolina um homem magrelo usando um macacão azul desbotado se levantou de sua cadeira e se aproximou do carro.

“Tá perdido moço?” O homem tinha um sotaque muito forte.  A pele cheia de sardas, uma barba ruiva bastante mal cuidada e os cabelos presos em um rabo de cavalo. Pelo seu cheiro parecia que não tomava banho ha pelo menos cinco dias.  “geralmente ninguém passa por essa estrada.”

“Boa tarde, eu gostaria de saber que lugar é esse. E como eu faço para chegar à cidade mais próxima.”

“Você tá longe. A cidade mais próxima é Sobrinha do Sul, e fica a trinta quilômetros daqui. Mas antes do senhor ir embora é melhor trocar esses pneus, tão furadinhos da silva.”

“E como eu vou fazer isso. A cidade não fica longe daqui?”

“pra sua sorte além de posto de gasolina esse lugar também é borracharia.”

“É muita sorte.” Charlie pensou em todos os pneus furando ao mesmo tempo um pouco antes dele chegar ao posto de gasolina. “Muita sorte mesmo.”

Um comentário: