Dormir. Acordar.
Caçar. Comer
Essa é a rotina da
Fera, sempre em busca de uma presa
Seus dentes anseiam
para rasgar algo
Sua boca saliva e
seu olfato suplica
A noite é sua amiga
Se escondendo no véu
escuro
A Fera espera,
pacientemente
Sua respiração é
ofegante
Essa é a melhor
parte do dia
A espera a excita
A vítima se
aproxima com desatenção
E a Fera se
aproveita da situação
Puxa seu corpo para
perto do seu
O suor da presa é
quente e salgado
E o gosto do sangue
é amargo
O banquete é fugaz
E a Fera logo se
satisfaz
Suas mandíbulas se
abrem
Mais uma vez o sono
vem
E a Fera dorme
calmamente
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